Por Amanda Madureira e Jessica Teixeira
Atualmente, a economia virtual é abundante, daí a necessidade de que vários setores da economia procurem automatizar seus processos e torná-los mais baratos e eficientes. Isso acaba gerando a forte demanda por profissionais de computação em praticamente todos os segmentos de mercado. Alguns dos personagens responsáveis por colocar estes mecanismos nas mãos da sociedade estão ligados à área de Sistema de Informação (SI), que surgiu no âmbito da Ciência da Computação. Apesar de ser recente no mercado, pesquisam mostram que de 50% a 75% das demandas da área de Computação estão destinas aos profissionais de Sistemas de Informação.
Para o professor orientador do curso de Sistemas de Informação da faculdade Facitec, Alex Casañas, com a expectativa da construção aqui em Brasília da Cidade Digital - projeto de lei que pretende criar uma área para receber, em média, 2 mil empresas de tecnologia – a demanda de oportunidades para a área de SI é crescente. Para ele, o aluno do campo de tecnologia deve estar sempre atualizado, se especializar e criar algum diferencial, pois, como a concorrência é grande, a exigência tende a ficar ainda maior. “Recomendo os alunos a realizarem as certificações de produtos da área de tecnologia.” sugere o professor.
O mercado de trabalho para os egressos em Sistemas de Informação é amplo. Por isso, o analista de SI poderá atuar no desenvolvimento tecnológico dos Sistemas de Informação, na gerência de Departamento de Tecnologia da Informação ou de empresas de Informática e, ainda, como empreendedor na área. E mais: o mundo da pesquisa e da docência vem abrindo cada vez mais espaço para os recém-formados.
Entretanto, as concorrências não se restringem apenas ao mercado de trabalho. Um dos grandes desafios dos estudantes é o ingresso na universidade. Segundo levantamento feito pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) existe, atualmente, 391 cursos de Sistemas de Informação no Brasil. O total de matrículas anuais é de 51.722, contrapondo-se bastante ao número de concluintes, 2.865.
Para o gerente de Tecnologia da Informação (TI), Jerzley Guedes, não foi difícil encontrar emprego, mas ao ser efetivado na empresa em que se encontra hoje – e passar a contratar pessoas para trabalhar com ele no setor - percebeu que o difícil mesmo, é encontrar profissionais capacitados. “Geralmente, os profissionais têm baixo conhecimento, o que acaba dificultando a contratação”, declara o gerente.
A melhor forma de dar início à carreira é praticando. O estágio é sempre recomendado, já que o aluno pode colocar na prática a teoria que aprende. Segundo o professor Casañas, o semestre em que mais surgem ofertas de estágios em SI é entre 3º e 5º semestre, uma vez que o estudante já tem um embasamento do que seja a sua área. O gerente Jerzley ainda não é formado. Começou na empresa de comunicação Informe, há três anos como estagiário, e hoje coordena o setor de TI do local – ele cuida da área de desenvolvimento de sistemas e infraestrutura. “Estágio é importantíssimo. Se o estudante tiver uma boa oportunidade, é um bom caminho para aprender e até mesmo para alcançar um crescimento profissional” completou.
Sobre os cursos técnicos, Casañas declarou considerar muito importante, até mesmo durante o curso de graduação. “Muitos dos meus alunos fazem os dois ao mesmo tempo” afirmou. Como perfil, não existe nada específico, apenas o fato de ter boa comunicação e a facilidade de se trabalhar em equipe são “exigidos” dos profissionais dessa área.